A primeira indústria civil de armas no Brasil, Amadeo Rossi S/A, foi instalada em 1889, iniciando suas atividades como funilaria. A primeira indústria de munições, a Companhia Brasileira de Cartuchos, instalou-se em 1926. E a Forjas Taurus, atualmente maior vendedora de armas leves do mundo, foi fundada em 1939. As demais desse ramo foram instaladas entre 1930 e 1950.

Concentradas preferencialmente nos Estados do Rio Grande do Sul e São Paulo, começaram com pequenas instalações, em um regime de quase semi-artezanato, mas progressivamente foram se ampliando, aperfeiçoando suas técnicas de fabricação e conseguindo atingir um nível de desenvolvimento compatível com o próprio nível de industrialização do Brasil.

A partir de 1960 iniciaram-se as primeiras tentativas de exportações, que desde 1964 passaram a ser feitas com regularidade e em volume crescente. Entretanto, enquanto um intenso esforço era aplicado na ampliação do mercado de exportação, o consumo interno de armas e munições começou a regredir em 1964, em consequência de severas medidas restritivas de ordem policial militar, caindo drasticamente a partir de 1968.

A queda brusca do consumo era atribuída ao extremo rigor que vinha sendo aplicado no controle dessas atividades, com uma legislação especial para o setor, a par das demais que eram comuns a todas as indústrias.

Agravaram-se os custos de fabricação, com repercussões não apenas na comercialização interna de seus produtos, mas igualmente pondo em risco a continuidade de suas exportações. E a grande redução do número de distribuidores desses produtos estava contribuindo para a queda do consumo. As exportações, embora em ritmo ascendente, não eram suficientes para compensar a redução das vendas no mercado interno.

As indústrias operavam em regime de custos elevados em consequência do baixo aproveitamento de suas instalações e mão de obra, agravando o problema tanto no seu aspecto de vendas internas como ao exterior.

Uma ampla revisão da matéria, com a simplificação dos métodos de controle, a sua adaptação às condições peculiares de cada região, a revogação de medidas extremamente severas, era necessária, urgente e constituía-se a única forma de estancar o processo de sub-consumo, que se não houvesse mudança de sentido, terminaria por extinguir as indústrias de armas e munições instaladas no país.

É neste contexto que surge a ANIAM, se propondo a oferecer importantes subsídios para o aperfeiçoamento das normas de controle, para que fossem estabelecidas em níveis compatíveis com as possibilidades oferecidas pelo mercado interno a esses produtos, que não asfixiassem, mas que permitissem o seu desenvolvimento normal.