Fundada em 1969, inicialmente foi denominada de Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições e seus Componentes e Acessórios para usos Civis. A entidade civil sem fins lucrativos foi constituída com a finalidade de representar, coordenar e defender os legítimos interesses da atividade técnico-econômica de armas e munições em geral e seus componentes e acessórios para usos civis, bem como colaborar para o desenvolvimento das modalidades do esporte do tiro.
Com sede na cidade de São Paulo, o primeiro Presidente da Associação foi o engenheiro Libero Cerrot, também na época presidente da Companhia Brasileira de Cartuchos. A fundação da ANIAM reuniu representantes de diversas empresas do setor, entre eles Felicio Antonio de Paula, da empresa Beretta S.A., coordenador na ocasião do movimento.
A diretoria eleita foi constituída também por Gedeão Freitas de Silveira (1º Vice-presidente); Luiz Chapina da Paixão (2º Vice-presidente); Felicio Antonio de Paula (Secretário); João Danilo Groth (Tesoureiro); e os Suplentes Nelson Rossi, Pedro Nardini e Leonardo Galassi.
Os projetos dos estatutos sociais foram elaborados por Dr. Benjamin Monteiro, chefe do Departamento de Cooperação Sindical da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
Em 1972 foi realizada em Assembleia Geral Extraordinária a reformulação dos estatutos da entidade e a criação de outras categorias de associados, motivando outras áreas que se encontravam direta ou indiretamente ligadas ao mesmo ramo, entre eles aqueles que exercem o comércio dos produtos do setor, representados pela entidade, e as pessoas físicas, vinculadas profissionalmente as associadas, bem como as pessoas associadas de entidades recreativas de tiro ao alvo e tiro ao voo.
A associação em 1979 mudou o endereço da sua sede, do Viaduto Dona Paulina para a Avenida Paulista, permanecendo ainda assim no Estado de São Paulo, em contrato assinado com Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
No período de 1995 a 2005, Carlos Alberto Paranhos Murgel esteve à frente da Associação, acumulando os cargos de Presidente da Associação e Presidente do Conselho Deliberativo, sendo um dos grandes defensores da ANIAM, com excelente perfil de liderança e experiência, que permitiram conduzir a entidade por largo lapso temporal e legado perdurando no futuro.
Em 1996, diante do falecimento em maio daquele ano de Tiberio Stein, que ocupou por vários anos o cargo de Tesoureiro, e da renúncia de Marco Aurélio Salvany, Membro Suplente da Diretoria, foram eleitos em Assembleia novos membros para substituir os referidos cargos. Assumiu como Tesoureiro da Associação Antonio Carlos Sanzogo Giorgi; como Membro Suplente da Diretoria Salesio Nuhs; e como Conselheiro Fiscal Suplente Eugenio Joaquim Godoy.
A ampliação dos objetivos sociais da associação foi deliberada em 2001, com a inclusão das atividades com produtos de uso restrito, não civil, e a consequente mudança na denominação para Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições, Seus Componentes e Acessórios em Geral (ANIAM).
A partir de 2005, Antonio Marcos Moraes de Barros, que desde 1995 atuou como Vice-presidente, passou ao comando da ANIAM, assumindo o cargo de Presidente, com notável atuação da associação no período do referendo sobre o comércio legal de armas e munições.
Em 2008, uma nova alteração do endereço da associação, de São Paulo para a cidade de Brasília, foi realizada, além da reforma do Estatuto Social da entidade, em razão da promulgação da Lei Federal nº 10.406/2002 (popularmente conhecida como “Estatuto do Desarmamento”).
Constituindo objeto desta Associação, entre outros, representar, coordenar e defender os legítimos interesses da indústria do comércio de armas e munições em geral e seus componentes e acessórios, sendo inclusive, legitimada para promover medidas judiciais coletivas em favor dos seus associados; representar e defender os interesses dos associados perante o poder público, tanto no âmbito do poder executivo, legislativo, como no judiciário, oferecendo sugestões de normatização legislativa na formulação de políticas públicas para o setor; estabelecer relações com quaisquer entidades de classe, organizações não governamentais e organizações da sociedade civil e de interesse público, sobre matéria de seu interesse, solicitar o apoio destas e apoiar, quando necessário; colaborar com os órgãos de segurança pública, oferecendo sugestões apresentando estudos técnicos, auxiliando na solução de problemas que se relacionam com o setor representado, postulando, inclusive, a participação em comissões, grupos de trabalho, etc.