No referendo sobre o comércio de armas e munições, em 2005, pior período já vivido pelos brasileiros sobre o seu direito às armas, a associação teve uma fundamental e notável atuação. Tínhamos uma equipe de assessoria de imprensa, assessoria jurídica, uma agência de publicidade, além do grande publicitário Chico Santa Rita. A ANIAM investiu R$ 5 milhões em pesquisas de mercado, quantitativas e qualitativas, que orientaram toda a campanha.
Em uma aliança nacional criada pela ANIAM, envolvendo as empresas do setor, CACs e outros representantes do segmento, durante os 21 dias de campanha, tivemos apoio voluntário de milhares de brasileiros que conosco lutaram pelo direito à legítima defesa e à liberdade, tudo isso de forma voluntária, sem pedir dinheiro a ninguém. Foi realmente uma vitória do povo brasileiro.
Foram promovidos diversos debates e seminários pelo Brasil para o esclarecimento da população. Também foi produzido internamente todo o material publicitário e eleitoral da campanha distribuído nacionalmente, além do apoio à criação da Frente Parlamentar pela Legítima Defesa.
As redes sociais, em seus primórdios, tiveram papel preponderante na ocasião. Com uma ampla visibilidade e sem embargo, no último dia da campanha a rede social Orkut saiu do ar, devido ao congestionamento da plataforma com o acesso de mais de 600.000 pessoas.
O resultado, inesperado para os que defendiam o desarmamento, foi consagrado nas urnas e a maioria dos eleitores (63,94%), cerca de 60 milhões de brasileiros, rejeitaram a proibição do comércio de armas e munições. Até hoje, nenhum presidente da República teve tal resultado nas urnas. Uma vitória irrefutável, coordenada pela ANIAM, que resultou na preservação do direito à defesa. Caso não tivessem sido tomadas tais ações à época, o comércio de armas de fogo e munições, assim como tudo o que ele gera de serviços agregados, certamente estaria proibido hoje.